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Adubação Química

Vimos em um Post anterior o assunto sobre a adubação com Bokashi. Neste vamos tratar da Adubação Química.

Como sabemos, o adubo químico é aquele produzido pela indústria química e é apresentado basicamente em duas formas: líquida e granulada.

Este tipo de adubo contém em sua formulação os elementos denominados Nitrogênio, Fósforo e Potássio, comumente apresentado com as iniciais das letras de cada um deles – NPK. Estes são os macronutrientes.

Além dos macronutrientes, existem também no mercado adubos que incluem em suas formulações os micronutrientes, que são basicamente os seguintes: zinco (Zn), cobre (Cu), ferro (Fe), manganês (Mn), molibdênio (Mo), boro (B) e cloro (Cl), que são considerados essenciais às plantas. Incluem também os seguintes micronutrientes: sódio ((Na), cobalto (Co), silício (Si) e níquel (Ni) que, embora não essenciais, são benéficos às plantas.

Como regra básica, devemos aplicar a adubação química com macro e micronutrientes de forma alternada.

Feita esta introdução, passemos então à sua aplicação prática.

Antes, porém, há de ficar ressaltado que o adubo é necessário para manter as qualidades nutricionais do substrato ou do solo, uma vez que estes, principalmente em vasos pequenos, esgotam sua capacidades de nutrição muito rapidamente, deixando a planta fraca e sujeita a pragas e, por fim, ao perecimento.

Todos os fabricantes exibem nas embalagens dos produtos os modos de suas aplicações, a periodicidade e as quantidades necessárias, com base em cada caso concreto.

A prática nos tem mostrado que a aplicação de adubo em quantidade acima da indicada queima a planta, levando-a à morte. Por outro lado, se aplicada muito abaixo da indicada, não apresenta o resultado esperado.

Para não se correr o risco de prejudicar a planta, tanto pelo excesso, como pela falta de adubação, veja a seguir como proceder.

Se a embalagem diz para aplicar uma colher de chá do produto misturada a um litro de água, para um vaso de 15 (quinze) centímetros de diâmetro, a cada quinze dias, diminua a quantidade de produto pela metade na mesma quantidade de água e aplique-o a cada semana.

Assim procedendo a sua planta receberá a mesma quantidade do adubo mas em doses menores, resultando numa assimilação mais lenta dos nutrientes e com resultados plenamente satisfatórios.

A adubação com o Bokashi

A aplicação do adubo Bokashi requer o conhecimento de alguns requisitos importantes para a sua eficácia, conforme adiante procuraremos demonstrar.

Em primeiro lugar devemos ficar atentos à data de sua validade, já que, por ser um adubo vivo, acaba perdendo a eficácia após determinado período. Todavia, se acondicionado em recipiente adequado, bem fechado, poderá ter uma durabilidade de três a seis meses, tempo este que decorre das condiçoes de manipulação.

Podemos dizer, por outras palavras que, depois de algum tempo os organismos vivos do produto perecem e com eles também a sua eficácia, tanto é assim que quando utilizado, não devemos aplicar concomitantemente adubos químicos nem fungicidas e defensivos de qualquer natureza, em especial os de nitrato, pois estes eliminam a função salutar desse biofertilizante.

Conforme colhe-se da obra “Guia Como Cultivar Orquídeas“, na matéria intitulada “Um adubo, muitos benefícios“, página 56, que tem a colaboração do engenheiro agrônomo e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Roberto Jun Takane, o Bokashi “…é produzido a partir da combinação de materiais de origem vegetal e animal que, conforme a mistura, oferece dosagem de nutrientes que contribuem em todas as fases do desenvolvimento das orquídeas. Seu diferencial é a inoculação de micro-organismos (fungos e bactérias) benéficos que auxiliam na nutrição gradual e equilibrada, sendo assim, pode-se dizer que é um biofertilizante.”

Como aplicar o biofertilizante e sua periodicidade.

Este tipo de adubo deve ser aplicado em porção equivalente a uma colher de chá no conto do vaso, longe das raízes da planta. Em localidades de clima quente deve-se aplicá-lo a cada dois meses mais ou menos e em locais de clima mais ameno de quatro em quatro meses. A cada aplicação do biofertilizante procure fazê-lo de modo a alternar os lados do vaso que o recebe, isto é, aplique-o em cada uma das vezes observando o lado oposto do vaso, em forma de cruz.

Para saber se o biofertilizante está atuando conforme se espera, observe se após alguns dias da aplicação ocorreu a sua fermentação, que é caracterizada pela formação de fungos, um tipo de bolor sobre o montículo aplicado ao vaso. Se isto ocorreu, tem-se então a certeza de que está funcionando perfeitamente.

Dados bibliográficos:

  • Cultivo de Orquídeas, Editora LK, 2006, Tecnologia Fácil, Volume 75.
  • Guia Como Cultivar Orquídeas, Editora Casa Dois, 1ª edição, 2010.

Adubo Bokashi

Orquídea Miltonia

O termo Bokashi exprime a idéia de algo composto de vários ingredientes e fermentado.

O Bokashi é um adubo milenar e sua utilização tem resistido com o passar do tempo, apesar dos avanços tecnológicos no tocante aos mais variados tipos de adubos surgidos depois de muitas pesquisas de laboratório.

Existem muitas variações do Bokashi, uma para cada tipo de cultura, inclusive para aplicação na agricultura de grande escala e suas variações incluem o granulado e o líquido.

Para nós, que estamos tratando de adubação para orquídeas, vamos ficar somente no tipo a elas destinado: o granulado.

O tipo de adubo de que estamos tratando pode ser encontrado no mercado, em especial nas casas especializadas. No entanto, nós mesmos podemos fazê-lo em casa sem nenhuma dificuldade, bastando para tanto reunirmos os materiais e ingredientes necessários.

Vamos precisar dos seguintes materiais:

  • uma vasilha grande, de preferência redonda e um pouco funda. Pode ser uma bacia de plástico.
  • uma colherinha de café para servir de medida.
  • um pote grande e com tampa para armazenar o Bokashi.
  • um saco plástico transparente, grande e limpo, também para armazenar o produto.

Vamos precisar dos seguintes ingredientes:

  • 2,5 litros de farelo de soja.
  • 0,5 litro de farelo de arroz.
  • 0,5 litro de casaca de arroz carbonizada.
  • 50 g de fosfato simples.
  • 5 g de açúcar mascavo.
  • 0,5 frasco de leite fementado com lactobacilos.
  • 1 colher de café de Bokashi tradicional.
  • Água limpa e isenta de tratamento químico (água da chuva ou mineral).

Modo do preparo.

Na vasilha plástica misture o farelo de soja, o farelo de arroz e a Casca de arroz carbonizada. A seguir incorpore o fosfato simples e o acúcar mascavo. Esta é a mistura seca.

Em uma pequena vasilha à parte, misture o Bokashi tradicional e o leite fermentado com um pouco de água. Depois incorpore esta mistura à mistura seca feita anteriormente e mexa bem. Aconselho mexer com as próprias mãos, como se estivesse misturando uma massa de pão. Vá acrescentando água até obter uma mistura consistente e homogênia.

Após, coloque o composto no saco plástico e feche-o bem, cuidando para que o ar seja expulso do seu interior. Coloque no pote grande e feche-o, cuidando para que o ar circule de vez em quando no seu interior.

Deixe fermentar por 25 a 30 dias. Após esse período faça um teste colocando uma pequena porção (uma colherinha de café) em uma folha de anthurium. Se não queimar a folha, significa que o adubo está feito e pronto para ser utilizado.

Observo que após o período de fermentação você sentirá um cheiro característico de iogurte e álcool.

Em outro post explicarei como efetuar a adubação com Bokashi.

Publicado em Cultivo de orquídeas