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Posts Tagged ‘Casca de arros carbonizada’

Os substratos

Os substratos para orquídeas devem ser adequados ao tipo de orquídea que se vai cultivar, se epífita, rupícula, terrestre ou sapófita.

Se se trata de orquídea epífita, o substrato não deve conter terra em seu composto, já que este tipo de orquídea vive normalmente em troncos de árvores em seu habitat natural, portanto, longe da terra (Ex: Cattleya, Laelia, etc).

epífito
[De ep(i)- + -fito.] Bot.
Substantivo masculino.
1.O vegetal que vive sobre um outro sem retirar nutrimento, apenas apoiando-se nele. [As orquídeas, p. ex., são plantas epífitas e, não, parasitas, como usualmente se diz.]
Adjetivo.
2.Diz-se de tais vegetais; epifítico.

A rupículas também não necessitam de terra para a sua sobrevivência, vivem em pedras ou rochas (Ex: Cattleyas Walkirianas. Epidendruns, etc).

rupícola
[De rupi- + -cola1.]
Adjetivo de dois gêneros.
1.Que vive nas rochas.

Já as terrestres vivem diretamente na terra, portanto, o seu substrato natural é extamente a terra (Ex: Arundina, Phiaus, Cyrtopodium, Túnia, etc).

Por fim, temos as saprófitas, que vivem em solo com abundância de material em decomposição, possuindo raízes mais finas e menos carnosas. Estas precisam de um substrato renovado constantemente, com mistura de musgo, raspas de madeira, folhas, para se assemelhar ao meio natural onde vivem – Blossfeld, 1999 (Ex: Stanhopeas e Masdevallias, etc).

saprófito
[De sapr(o)- + -fito.]
Substantivo masculino.
1.Ecol. Vegetal, inferior ou superior, desprovido de clorofila, como as burmaniáceas e certas orquidáceas, que se nutre de animais e plantas em decomposição; sapróbio.

Neste Post vamos tratar do substrato para as orquídeas epífitas.

O substrato para este tipo de orquídea pode ser de um único elemento ou da combinação de dois ou mais elementos.

Com efeito, como exemplo podemos utilizar a casca de pinus para servir como substrato, por ser bem porosa e portanto, com capacidade de conservar por mais tempo a umidade sem por isso ficar encharcado.

No entanto, o tipo de substrato a ser utilizado deve partir das facilidades regionais no tocante à escolha da matéria prima, de vez que vários são os componentes que podem servir para este fim sem interferir no resultado final.

Os componentes mais comuns dos substratos são os seguintes: casca de pinus, esfagno, pó de casca de côco (coquim), carvão, casca de castanha do Pará, casca de arroz carbonizada, sabugo de milho, pinha desfiada ou mesmo a própria pinha, etc. Anteriormente o xaxim era o substrato mais utilizado, mas, devido à proibição de sua extração da natureza em face do risco de extinção, não existe mais à venda.

Da mistura de componentes.

Acreditamos que um substrato adequado para o bom desenvolvimento da orquídea epífita seja aquele obtido a partir da mistrua de dois ou mais componentes, pois assim oferece mais fontes de nutrientes para a planta.

Um bom substrato pode ser obtido com a mistura de pó de côco (coquim) e casca de pinus, em partes iguais. A casca de pinus a ser utilizada deve ser em pedaços pequenos, de mais ou menos 1,5 cm para vasos pequenos  (15 a 20 cm). De se frisar que a casca de pinus, por ser em pedaços, oferece a possibilidade de melhor drenagem, o que evita que o substrato fique encharcado. Mas podemos também obter o substrato com as misturas do carvão com o esfagno e a casca de pinus. Assim também com relação aos outros componentes antes mencionados.

Em outro Post explicaremos como acondicionar o substrato no vaso. Até lá!

Referências bibliográficas:

  • BLOSSFELD, A. Orquidologia, Orquidofilia e Orquicultura. Jaboticabal, SP. Funep, 1999.
  • Dicionário Aurélio Eletrônico, Versão 5.0, 2004.

Como carbonizar a casca de arroz

A maioria das receitas que envolve a casca de arroz carbonizada, tais como para entrar como componente do adubo denominado Bokashi e nos substrato para orquídeas, dentre outras aplicações, informa que o produto pode ser encontrado nas casas especializadas.

No entanto, as casas especializadas que comercializam este tipo de componente são poucas e na maioria das vezes longe das casas das pessoas interessadas na sua utilização.

A casca do arroz, por sua vez, é facilmente encontrada em praticamente todas as localidades, mas virgem, ou seja, em sua forma natural.

Aqui é que entra as nossas dicas para carbonizá-la. Vamos a elas então.

A casca de arroz pode ser carbonizada em fogão à gaz mesmo. Para tanto necessitamos de uma panela de material robusto, isto é, de paredes grossas, de preferência uma panela de ferro para melhor conservação do calor.

Como normalmente as panelas de ferro não são tão grandes, normalmente em torno de 5 a 7 litros, indico que se coloque a casca de arroz aos poucos, em porções não superiores a um litro, esperando o tempo suficiente para um bom aquecimento, após o que deve-se mexer o material com uma colher de pau para possibilitar a carbonização uniforme, caso contrário a
casaca de arroz se queimará.

Após a carbonização deve-se transferir o material para um outro recipiente, de preferência uma bacia metálica grande para o resfriamento. Normalmente a casca de arroz após carbonizada e trasnferida para o outro recipiente, continua o processo de carbonização. Para evitar que isto ocorra é necessário interrompê-lo através de pequenos borrifos de água, quantidade suficiente para a interrupação da queima e a manutenção do produto seco para armazenamento.

Entendo que a carbonização da forma como exposta é possível em casa e pelo próprio interessado, em virtude da pequena quantidade de que precisamos para elaborar o Bokashi.

Espero ter informado adequadamente.

Até o próximo post.