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Archive for the ‘Cultivo de orquídeas’ Category

Substrato enfraquecido

Como sabemos, o substrato é o composto que serve de sustentação a uma orquídea no vaso. É ele que, aliado aos nutrientes adicionados, como adubo químico, natural ou biológico, oferece as condições físicas necessárias á vida das orquídeas, inclusive no que se relaciona à umidade. Veja outro post neste mesmo Blog mostrando as diversas composições e aplicações do substrato.

Através do substrato saudável a orquídea tem vida duradoura e produção adequada de suas flores.

Todavia, após um certo período de utilização do substrato, mais ou menos uns dois anos, ele deixa de proporcionar condições saudáveis às plantas, tanto pela falta de consistência, necessária à fixação da planta no vaso, como pela falta dos nutrientes e umidades naturais, levando inevitavelmente à morte da planta.

Por isso, verificando-se que o substrato já deixou de oferecer os requisitos mínimos de sobrevida à orquídea, é chegado o momento de substituí-lo por um outro novo e mais saudável.

Observe pelas fotos agregadas a este post como foi a reação de algumas orquídeas depois da troca do substrato. As raízes começaram a se desenvolver naturalmente, como se percebe pelas suas viçosidades, pois apresentam cores e brilhos próprios de plantas saudáveis, constatáveis pela parte branca e ponta verde.

 

 

Assim, se você perceber que já é hora de proceder a troca do substrato da sua orquídea, não vacile e o troque na primeira oportunidade que tiver. De quebra, é muito provável que também já seja possível dividi-la em duas ou mais plantas, resultando em mais vasos das suas orquídeas.

Num próximo post vou explicar como dividir a sua orquídea.

Até lá.

Dicas de Adubação

Num post anterior iniciamos o assunto sobre a adubação química. Neste  continuaremos no assunto, mas agora falando um pouco das dosagens dos  componentes químicos para cada período do desenvolvimento de uma  orquídea.

Fase de crescimento

Nesta fase a planta está em pleno desenvolvimento e precisa de uma  quantidade maior de nitrogênio. Para tanto devemos fazer uso do adubo  que contenha uma quantidade maior deste componente, sendo indicado o  que contenha a formulação de 30-10-10 ou 25-10-10 (NPK).

Fase de pré-florescimento

Na fase de pré-florescimento as plantas necessitam de quantidades mais  acentuadas de fósforo e potássio, a serem ministradas no período de 3 a  4 meses antes do florescimento, visando a obtenção de maior quantidade  de flores. Devemos então utilizar o adubo na proporção de 10-30-20 ou  8-45-14 (NPK).

Fase de pós-florescimento

No pós-florescimento as orquídeas iniciam as brotações e necessitam de  uma adubação balanceada, sendo recomendada a adubação na proporção de  20-20-20 ou 18-18-18 (NPK), a ser aplicada no período que vai até 4 a 3  meses antes da fase de pré-florescimento.

Adubação balanceada

A adubação balanceada nada mais é do que aquela em que os componentes  do adubo apresentam quantidades iguais.

Até o próximo post.

Adubação Química

Vimos em um Post anterior o assunto sobre a adubação com Bokashi. Neste vamos tratar da Adubação Química.

Como sabemos, o adubo químico é aquele produzido pela indústria química e é apresentado basicamente em duas formas: líquida e granulada.

Este tipo de adubo contém em sua formulação os elementos denominados Nitrogênio, Fósforo e Potássio, comumente apresentado com as iniciais das letras de cada um deles – NPK. Estes são os macronutrientes.

Além dos macronutrientes, existem também no mercado adubos que incluem em suas formulações os micronutrientes, que são basicamente os seguintes: zinco (Zn), cobre (Cu), ferro (Fe), manganês (Mn), molibdênio (Mo), boro (B) e cloro (Cl), que são considerados essenciais às plantas. Incluem também os seguintes micronutrientes: sódio ((Na), cobalto (Co), silício (Si) e níquel (Ni) que, embora não essenciais, são benéficos às plantas.

Como regra básica, devemos aplicar a adubação química com macro e micronutrientes de forma alternada.

Feita esta introdução, passemos então à sua aplicação prática.

Antes, porém, há de ficar ressaltado que o adubo é necessário para manter as qualidades nutricionais do substrato ou do solo, uma vez que estes, principalmente em vasos pequenos, esgotam sua capacidades de nutrição muito rapidamente, deixando a planta fraca e sujeita a pragas e, por fim, ao perecimento.

Todos os fabricantes exibem nas embalagens dos produtos os modos de suas aplicações, a periodicidade e as quantidades necessárias, com base em cada caso concreto.

A prática nos tem mostrado que a aplicação de adubo em quantidade acima da indicada queima a planta, levando-a à morte. Por outro lado, se aplicada muito abaixo da indicada, não apresenta o resultado esperado.

Para não se correr o risco de prejudicar a planta, tanto pelo excesso, como pela falta de adubação, veja a seguir como proceder.

Se a embalagem diz para aplicar uma colher de chá do produto misturada a um litro de água, para um vaso de 15 (quinze) centímetros de diâmetro, a cada quinze dias, diminua a quantidade de produto pela metade na mesma quantidade de água e aplique-o a cada semana.

Assim procedendo a sua planta receberá a mesma quantidade do adubo mas em doses menores, resultando numa assimilação mais lenta dos nutrientes e com resultados plenamente satisfatórios.

Flor da orquídea II – Estrutura

No post anterior vimos algumas das estruturas de uma flor de orquídea.

Neste vamos ver o restante juntamente com as suas funções.

Pois bem, as outras partes que formam a estrutura da flor da orquídea são a coluna, a antera e o estigma.

A coluna, que está situada na parte superior à superfície do labelo, sustenta a antera, que fica na sua parte de baixo.

A antera, por sua vez, é o órgão da planta respónsável pela produção do pólem.

O estigma é a parte da flor destinada a fixar o pólem quanda da polinização, já que é bastante viscosa.

As estruturas acima mencionadas são as responsáveis pela reprodução da planta, fenômeno que ocorre através da polinização.

Flor da orquídea_ morfologia

Estrutura de uma flor de orquídea

A ilustração ao lado demonstra de forma bem didática a estrutura de uma flor da orquídea e serve bem para orientar o conteúdo do presente estudo.

Em um outro post demonstraremos a forma como ocorre a polinização da flor da orquídea. Até lá!

 

 

 

 

Referência bibliográfica: http://orquidea.base33.net/duvidas/47-o-que-sao-as-orquideas

Flor da orquídea I – Estrutura

A flor da orquídea é estruturada basicamente pelas sépalas e pétalas, ambas em número de três unidades cada. Existem, porém, outras partes, que estudaremos em um outro post. Por ora vamos nos ater apenas a estas partes.

Para facilitar o entendimento, segue abaixo um desenho esquematizado de uma flor de Cattleya demonstrando cada uma das partes acima descritas.

Desenho de uma flor de Cattleya

Desenho de uma flor de Cattleya

Como se pode observar, as sépalas são de formato mais estreito e alongado e tem por finalidade a proteção da flor quando ainda em botão. As sépalas são, na verdade, a camada mais superficial do botão da flor. Se observarmos um botão de orquídea, a primeira parte que veremos é exatamente as sépalas fechadas sobre os demais elementos que compõem a flor. No entanto, ao desabrochar elas são tão bonitas e coloridas quanto as pétalas.

Como dissemos, a flor é composta de três pétalas, sendo duas de formato mais parecido com as sépalas e uma terceira que se diferencia. Esta pétala, localizada na parte inferior da flor é a que se denomina labelo. É mais desenvolvida e normalmente mais colorida que as outras duas pétalas, podendo apresentar cores em degradê e mais pronunciadas, mais vivas, algumas com listras. Normalmente apresentam bordas franzidas, o que acaba por lhe dar ainda mais beleza.

E é esta parte da flor que a natureza caprichou para atrair os insetos para o seu interior e de lá, da parte mais profunda, colher o néctar. Ao sair do interior do labelo o inseto acaba por levar consigo o pólem que contribuirá para a polinização e por consequência a perpetuação da espécie.

Em um outro post comentaremos mais detalhadamente as outras partes da flor da orquídea. Até lá!

Referências bibliográficas:

Transplantando uma orquídea

As orquídeas apresentam dois tipos de crescimentos: o monopodial, com crescimento terminal em um único eixo e o simpodial, com brotação lateral.

Em muitas orquídeas simpodiais, o caule pode ser constituído por uma porção rasteira, o rizoma, e uma porção vertical engrossada, o pseudobulbo.

Nas monopodiais, o caule é alongado, não existe rizoma ou pseudobulbos.

Pois bem, diante destes esclarecimentos iniciais, mas necessários, já podemos passar diretamente para o assunto tema deste post.

Transplantando uma orquídea.

Já vimos em um post anterior a preparação do substrato no vaso para recepcionar uma nova orquídea. Partiremos então daquele ponto para podermos explicar a melhor maneira de se transplantar uma orquídea.

Antes de adentrarmos no transplante propriamente dito, convém observar que a planta a ser transferida deve ser retirada do vaso de origem com o máximo de cuidado para não danificarmos as suas raízes. Feito isto, devemos separá-las em duas ou mais partes se houverem pseudobulbos suficientes e raízes idem, para dar surgimento a novas plantas. Na sequência devemos lavá-las em água corrente para tirar todo o rastro do antigo substrato, bem como as raízes mortas, ressecadas ou danificadas. Depois de todos estes preparativos, poderemos então dar início às técnicas do transplante.

Se se tratar de uma orquídea simpodial, as quais temos como exemplos a Cattleya e a Laelia, deveremos observar o lado para o qual ocorrem as brotações, para o fim de posicioná-la no novo vaso. Como a sua brotação é lateral, linear, devemos posicionar a sua parte de trás em direção à borda do vaso, para possibilitar o seu desenvolvimento livre em direção à borda oposta do vaso. Aconselha-se a cobrir com substrato somente as raízes, deixando os pseudobulbos livres para evitar o perecimento da planta por apodrecimento.

Porém, se a orquídea for do tipo monopodial, das quais citamos como exemplos a Phalenopsis e a Dendrobium, devem ser transplantadas bem no centro do vaso, uma vez que o seu crescimento ocorrerá em direção ao seu próprio eixo, isto é,verticalmente.

Em ambos os casos deve-se observar as mesmas regras para a fixação do planta no substrato.

Finalmente, é importante observar que a orquídea recém transplantada só começará a se desenvolver plenamente a partir da fixação das raízes no substrato e até mesmo nas bordas do vaso. Para que esta fixação ocorra com mais rapidez, sem pejudicar o desenvolvimento da planta, é aconselhável sustentá-la com tutores, que nada mais são do que hastes de arame ou de bambú destinados à manutenção e sustentação da orquídea no seu novo vaso.

Obrigado por sua visita e até o próximo post.

A acomodação do substrato no vaso

O substrato é o meio pelo qual a orquídea se sustenta durante a sua vida. Além dos nutrientes nele presentes, outros (adubos) são necessárias ir se incorporando ao longo do tempo para possibilitar um desenvolvimento saudável para a planta.

Neste post procurarei transmitir alguns conceitos sobre como acomodar o substrato em um vaso com vistas a receber uma planta de orquídea.

Primeiramente há de se escolher o tipo e o tamanho do vaso. Para planta pequena, também pequeno deve ser o vaso, para evitar o acúmulo de umidade e acabar provocando o apodrecimento das raízes da orquídea. Se maior a planta, por óbvio, também maior deverá ser o vaso.

Já no tocante ao tipo de vaso, acreditamos que este detalhe já não é tão importante quanto o é para a escolha do seu tamanho. Existe no mercado uma variedade enorme de vasos, de todos os tipos e tamanhos e que servem perfeitamente para o plantio da orquídea.

Algumas espécies de orquídeas, como por exemplo a Cattleya, se adptam bem em vaso de plástico transparente, pois este possibilita o contato da luz do dia com as suas raízes, ajudando assim no seu desenvolvimento.

No entanto, também se adptam perfeitamente em vasos de plásticos pretos ou mesmo de argila. Os de argila oferecem mais opções de recursos à planta, já que possuem vários furos, inclusive em sua lateral, são porosos, fato que ajudam na manutenção da umidade sem encharcamento.

Acomodando o substrato no vaso.

Antes de colocarmos o substrato no vaso, é necessário que o forremos com uma camada de cacos de telhas ou tijolos, pedras ou isopor, para possibilitar a melhor drenagem da água, evitando assim o encharcamento e consequentemente o apodrecimento das raízes da planta.

Particularmente preferimos o isopor, pois é fácil de ser encontrado e manuseado. Além dessas características, possuem também a de afugentar certos tipos de pragas. Deve-se dar preferência ao isopor utilizado em embalagens, principalmente as de eletro-eletrônicos, pois é mais compactado, característica esta que também contribui para afastar pragas.

Mas se o vaso que se for utilizar para o plantio da orquídea for de plástico e muito leve e a planta for de tamanho grande, a utilização dos cacos de telhas está indicada, pois contribui para a manutenção do vaso em pé, mesmo diante da movimentação do ar.

Se o vaso a ser utilizado for de argila, aconselha-se a deixá-lo submerso na água por algum tempo para umidecê-lo, evitando assim que após o plantio ele absorva toda a água do substrato.

Assim sendo, somente após a forragem do fundo do vaso com esta camada de dreno é que devemos adicionar o substrato em quantia suficiente para o plantio da orquídea, observando para que fique cerca de um centímetro abaixo da borda do vaso. Feito isso, o vaso está pronto e preparado para receber a nova orquídea.

Em um outro post será esclarecida a forma correta de transferir uma orquídea para o novo vaso. Até lá!